Método

O meu método fotográfico não é uma fórmula fechada nem um conjunto de etapas rígidas. Resulta da forma como me posiciono nos projetos e das decisões que assumo ao longo do tempo. Fotografar, para mim, é acompanhar, escolher e permanecer atento ao que está a acontecer.

Ensaio de teatro da peça Class Enemy, com o encenador Manuel Tur a orientar atores em palco

Tempo

O tempo não é apenas uma condição logística. É parte do trabalho.
Acompanho processos sempre que possível, retorno aos mesmos contextos e aceito que a fotografia se constrói com repetição, observação e presença. Mesmo em contextos mais pontuais, procuro criar espaço para olhar antes de fotografar.

Escuta

Antes da imagem, existe escuta. Pessoas, lugares, equipas e dinâmicas próprias exigem atenção e leitura. Fotografar implica compreender o contexto em que se está inserido e trabalhar a partir dele, procurando responder ao que acontece no momento.

Decisão

Fotografar é decidir. O enquadramento, o tempo do disparo e a edição fazem parte do processo. Nem tudo o que acontece precisa de ser fotografado. Nem tudo o que é fotografado precisa de ser mostrado. Essas escolhas são assumidas de forma consciente e responsável.

Camarins antes de espetáculo da Companhia Jovem de Dança de Ílhavo

Acompanhamento

O meu trabalho desenvolve-se em proximidade com equipas artísticas, técnicas e institucionais. Em alguns projetos, isso significa acompanhar processos ao longo do tempo. Noutros, implica integrar rapidamente um contexto e responder com precisão ao que está a acontecer.

Memória

A fotografia funciona como ferramenta de memória e comunicação. Serve para documentar, dar visibilidade e preservar o que foi feito, respeitando o contexto em que aconteceu e as pessoas envolvidas.

Este método adapta-se a diferentes escalas e formatos de trabalho. Faz sentido sempre que existe abertura para diálogo, clareza de contexto e respeito pelo processo criativo.

 

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